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O Arizona é um estado cheio de belezas naturais, mas não como as que conhecemos no Brasil, mas sim um tipo de beleza diferente. É uma terra árida, com pouco verde e muitos desertos, e por isso suas belezas também refletem este lado diferente da natureza. Conhecido como Estado do Grand Canyon, o Arizona tem nele seu próprio símbolo. É a beleza agreste, rochosa, feita de penhascos, desfiladeiros e rios com corredeiras, tão freqüentes no sudoeste americano. E logo que atravessamos a divisa estadual, uma imensa bandeira do Arizona pintada num mural nos deu as boas vidas à beira da estrada, convidando para uma parada e para algumas fotos. Sob um calor escaldante, aquela foi a primeira imagem que vimos do Arizona e uma prévia dos incríveis cenários que o "Grand Canyon State" tinha para nos mostrar.

   

Fizemos esta foto na estrada que liga Painted Desert a Petrified Forest, região ao leste do Arizona, quase divisa com o estado de New Mexico. Este lugar nos lembra aquela história da estrada que liga o nada ao lugar nenhum... Na verdade a região foi transformada em parque nacional porque há milhões de anos abrigava uma floresta, e muitas de suas árvores estão agora transformadas em pedras, algo que nunca tínhamos visto, e é mesmo algum muito diferente. Mas ainda mais interessante e estranho é a sensação de estacionar numa estrada no meio do deserto e não ver absolutamente nada nem ninguém em nenhuma direção. Coisas desta parte dos país, onde as distâncias são enormes e os espaços amplos.

Vídeo: Percorrendo Painted Desert

 

Como se sabe, as terras que hoje correspondem ao Arizona e outros estados do sudoeste americano pertenciam aos índios, antes da chegada do homem branco. Sinagua, Navajos, Zuni, Apaches, Yavapai, Mojave e diversos outros povos foram obrigados a ceder espaço às ferrovias e cidades que aos poucos se estabeleciam em suas terras. O gigante índio a beira da Interstate I-40, na foto ao lado, está localizado próximo a Lupton, primeira saída da auto-estrada depois da entrada no Arizona.

A região de Lupton é cercada de pedreiras de cor avermelhada, comuns nesta parte do estado, e em sua base existe um mercado oferecendo produtos indígenas, como artesanato, bijuterias, vestimentas, cocares e até bustos e estátuas em tamanho natural de chefes indígenas famosos, como Touro Sentado e Jerônimo. Os compradores costumam ser turistas, que passam pela I-40 e não resistem em dar uma paradinha para esticar as pernas da longa estrada no meio do deserto, e aproveitam para comprar algumas curiosidades. Observe no fundo da foto, os pontos brancos em destaque na sombra, são na realidade ossadas de cabeças de gado, muito usadas como decoração pelos indígenas.

 

Esta cidade ao estilo do velho oeste fica em Selligman, pequeno vilarejo construído ao longo da Route 66. Quando a 66 acabou, Selligman só não morreu como tantas outras localidades porque a I-40, a nova estrada, passava bem perto. Mas para atrair mais visitantes investiu em atrações turísticas como essa da foto, à qual poucos resistem em fazer uma foto em frente.

 

O Cacto é a vegetação mais comum nesta região, e não é a toa que ele é considerado a árvore símbolo do Arizona. Nesta foto estávamos seguindo pela auto estrada US-17 rumo norte, a caminho da cidade de Flagstaff e à medida que nos aproximávamos da cidade a estrada subia e a temperatura caía. Flagstaff fica numa área bem mais elevada do estado, tem o clima ameno e a vegetação variada, o que a transforma num local muito procurado. Deve ser o único lugar do Arizona onde há pinheiros no lugar dos cactos. O pior de dirigir pelo deserto, fora o calor, o qual pode ser facilmente neutralizado com o ar condicionado, é o terreno plano e as estrada retas, quase sempre muito monótonas. Por isso quando vimos este Mall e restaurante na beira da estrada, eles nos pareceram quase uma miragem, e foi irresistível dar uma parada para esticar as pernas. O cacto desta foto na verdade não nasceu aqui. Na verdade foi transplantado de outro lugar para servir como decoração da entrada do Mall, e é um dos maiores que encontramos no Arizona.

 

Esta é uma imagem da região norte do Arizona, como se pode ver, totalmente diferente do resto do estado, onde os desertos predominam. Justamente por isto, a cidade de Flagstaff, localizada na base da montanha conhecida com San Francisco Peak é o principal resort turístico do Arizona, e atrai gente de diversos outros estados da America. A cidade é mínima, mas simpática e com um clima muito agradável.

 

O gato e o rato. Esta foto foi batida num momento de trégua, ao lado de um de nosso maiores desafetos pelas estradas, as imensas jamantas que, a qualquer hora, percorrem as Highways americanas. Nunca tivemos problemas com alguma delas, mas nosso relacionamento é respeitoso e distante. O máximo possível. Elas se autodenominam Road Trains (trens da estrada), e nenhum outro nome poderia ser mais apropriado para definir estes imensos e assustadores veículos. Numa terra onde a polícia exerce um rígido controle sobre as velocidades pelas estradas, permanece para nós um mistério inexplicado como estes Road Trains podem correr tanto, aparentemente impunes, em todas as estradas.

Poucas coisas numa estrada são tão angustiantes quanto ver um monstro desses se aproximando pelo seu espelhinho retrovisor, a toda, e cada vez maior. Aqui no Arizona então, onde as estradas muitas vezes são imensas retas através de áreas desertas, eles estão a vontade. Se você lembra daquele filme do Steven Spielberg, Encurralado (Duel), sabe o que a gente quer dizer...

O Wupatki National Monument é uma área preservada, onde estão as ruínas pré-históricas de Sinagua e Anasazi, habitadas pelos índios Pueblo e seus descendentes , estima-se, há quase mil anos. Esta cidade foi abandonada pelos índios devido a uma grande seca, por volta de 1225, e nunca mais foi habitada. O local fica a mil e setecentos metros de altitude, numa área totalmente deserta, oitenta quilômetros ao norte de Flagstaff.

 

Kingman é uma das cidades mais movimentadas do Arizona, e ao mesmo tempo uma das que menos atrativos possui. A principal razão de Kingman ser tão movimentada é por estar situada numa espécie de junção rodoviária, entre California, Arizona e Nevada. Praticamente todo mundo que viaja entre estes estados passa por aqui. Todo o trânsito proveniente do leste do país, que segue em direção a Las Vegas também passa por Kingman. É um lugar de pernoite ou parada obrigatório para muitos, e por isso a cidade é praticamente um conjunto de motéis, restaurantes e postos de gasolina. Adicione ainda muita areia e desertos em volta e dá para ter uma idéia de como é Kingman. Seu único atrativo histórico é ter sido passagem da Route 66, estrada que ligava Chicago a Los Angeles, e que até hoje continua sendo bastante cultuada. Nada mais natural, portanto, que esta caixa d'água exiba orgulhosamente o escudo da 66, e lembre que a cidade é o coração da histórica Route 66.

 

O Sunset Crater Vulcano é, como diz o nome, a cratera de um vulcão extinto. Há várias trilhas em volta da montanha onde pode-se ver rios de lava, já preta e petrificada. Toda a lateral direita do vulcão, como se vê nesta foto, permanece até hoje negra e sem vegetação, pois nunca mais uma árvore cresceu naquele lado. A montanha tem dois mil e quinhentos. metros de altitude, é uma visita interessante, e pode ser percorrida a pé em pouco mais de duas horas. O lugar situa-se pouco ao norte de Flagstaff, e o acesso é feito pela estrada US-89.

Vídeo: Visitando Sunset Crater Vulcano

O estranho bazar desta foto, o Rusty Bolt, foi idéia de um comerciante de Selligman para chamar atenção. Sua lojinha fica bem em frente a Route 66, e ele vende tudo que esteja relacionado a época áurea da estrada, bem como tudo relacionado a qualquer outra coisa: Totens índios, uniformes da cavalaria americana, bombas antigas de gasolina, camisetas, tapetes indígenas, memorabilia de Elvis Presley.... Na frente da loja fica estacionado um legítimo Ford Edsel dos anos 50, o maior fiasco da indústria automobilística americana, e que por isso mesmo virou um raro objeto de consumo cult. Em nossa visita ganhamos duas carteirinhas "oficiais" de habilitação para dirigir na 66.

 

O Montezuma Castle National Monument também foi construído pelos índios Sinagua para servir de moradia, encravado no paredão de uma rocha. Tinha altura equivalente a um prédio de cinco andares, vinte quartos e abrigava diversas famílias. Quando foi descoberto pelos colonizadores espanhóis, eles pensaram que o local havia sido construído pelos Astecas, e que por perto estariam outras localidades, com muito ouro e tesouros escondido. Por isso batizaram o locla como "Castelo de Montezuma", nome que ainda permanece. O monumento está localizado próximo à Camp Verde, uma pequena cidade junto à estrada I-17 e o ouro até hoje não foi descoberto.

Vídeo: Visitando Montezuma Castle

Yellow Horse (cavalo amarelo) é um típico nome indígena. Esta localidade à beira da estrada era habitada por índios da tribo Apache, e agora funciona como posto de venda de peças de artesanato e outros artefatos indígenas. Pouco adiante foi feita uma reconstrução em madeira de um típico forte da cavalaria americana, onde, em datas festivas, costumam ser organizados shows, reproduzindo os antigos combates entre índios e soldados. A única coisa que parece destoar desse clima é o reluzente carro vermelho estacionado em frente, como a lembrar que agora os tempos são outros.

 

A auto estrada I15, no curto trecho que corta o Arizona, região noroeste do estado, fornece um dos visuais mais fantásticos desta parte do país. Neste trecho descemos do planalto de Utah até o deserto de Nevada, que conduz até Las Vegas. É uma sucessão de curvas descendentes entre rochedos coloridos e agressivos, que formam um painel fascinante. A única desvantagem é estar dirigindo e não poder olhar para os lados e apreciar o visual. Se estiver percorrendo esta estrada deixe a mão sua máquina fotográfica, pois vai encontrar uma sucessão infindável de cenários incríveis.

 

E claro, nenhuma visita ao Arizona seria completa sem visitar sua principal atração, o Grand Canyon. O Grand Canyon é uma imensa falha no terreno, medindo quatrocentos e quarenta quilômetros de comprimento, quase dois quilômetros de profundidade e largura variando de duzentos metros a vinte e sete quilômetros. A primeira impressão que o este lugar causa é espanto, devido à grandiosidade do lugar e à sensação de sem fim, tanto em distância como em profundidade. A seguir percebemos as formas estranhas, os diferentes matizes de cores, a perspectiva que se perde ao longe, entre picos, rochedos, encostas, e ficamos meio embasbacados com as maravilhas que a natureza pode fazer. Leia mais sobre este lugar na página Grand Canyon.

E depois, temos certeza que você vai concordar com a gente, quando dissermos que o Arizona é um estado cheio de maravilhas naturais, não como as que conhecemos no Brasil, mas sim de formas diferentes, e igualmente belas.

 

A música desta página é "Duelling Banjos" Para interromper sua execução pressione a tecla ESC.

 


Bandeira do Arizona