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Chegamos ao Oregon pela divisa sul, vindos da Califórnia, e podemos dizer que entramos no estado com o pé direito. A sinuosa estrada 199 atravessa uma das regiões mais belas do estado, em meio a bosques, regiões montanhosas, córregos e riachos. Mas nem todo o estado é assim. A oeste, o Oregon tem um litoral privilegiado, no centro, as montanhas cobertas por pinheiros predominam, e a leste estão terras cultivadas, mas também muitos desertos e pedras.

Oregon é um lugar de cidades pequenas, de uma gente atenciosa, com hábitos tranqüilos e costumes típicos de interior, e que invariavelmente ficava surpresa em encontrar turistas brasileiros naquele canto extremo dos Estados Unidos. É uma região pouco indicada para quem prefere os agitos das cidades grandes, mas perfeita para quem gosta de atividades relacionadas à natureza, ao ar livre, percorrer trilhas e amplos espaços abertos.

   

Ao lado, uma imagem clássica de Oregon, mostrando Mont Hood ao fundo e os pinheiros à frente. Esta montanha quase sempre coroada pela neve é um dos principais símbolos estaduais, além de ser o ponto de maior elevação de Oregon. Situada próxima a Portland, a maior e principal cidade da região, Mont Hood é um movimentado centro recreacional, principalmente no inverno, quando atrai milhares de esportistas da neve. O monte tem origem vulcânica, sendo que sua mais recente erupção foi no início do século dezenove. Dentre as várias trilhas que percorrem a base e arredores do vulcão destaca-se a que conduz a Crater Rock, maior cratera do vulcão, quase sempre fumegante.

 

Pendleton, que conhecemos de passagem, é uma das principais cidades de Oregon, o que não quer dizer que seja grande. Passamos uma noite num Travelodge local e na manhã seguinte fizemos nosso tradicional tour pelas ruas: O que vimos foram alguns carros, bandeiras americanas enfeitando diversos prédios, poucas pessoas nas calçadas, e uma manifestação contra a guerra em frente a agência central dos correios que conseguiu reunir oito pessoas. Pendleton está situada numa das regiões mais desérticas do estado, onde, graças à irrigação, terras secas foram parcialmente transformadas em pastagens.

 

A principal atração da cidade é conhecida como Underground Pendleton,  e consiste num roteiro ao longo de diversas passagens subterrâneas que, décadas atrás, interligavam diversas regiões da cidade. Ao que consta, este sistema subterrâneo era um dos mais sofisticados do país durante o século 19. Naquela época Pendleton tinha dois mil e quinhentos habitantes, e mantinha nos subterrâneos os prostíbulos, comércio clandestino, jogos e outras atividades ilegais ou pouco recomendáveis. O passeio por Underground Pendleton deve ser agendado com antecedência, e é feito somente em grupos. Ao lado, um painel próximo a entrada do subterrâneo.

 

Seguindo a estrada 84 rumo leste, o verde fica cada vez mais para trás, e logo entramos na região desértica de Oregon. Esta imagem, feita a partir de um mirante elevado, mostra um trecho de Pleasant Valley, onde pode ser vista em primeiro plano a vegetação seca e amarelada que predomina em toda esta região. Mais atrás, algumas áreas demarcadas para agricultura, onde a aridez do solo foi vencida graças ao  maciço projeto de irrigação.

 

Grants Pass é outra pequena localidade, situada no sudoeste de Oregon. O painel colocado sobre a rua principal, onde se pode ler 'It’s the Climate', faz referência ao clima da cidade, que, segundo seus habitantes, é um dos fatores que explicam porque Grants Pass é um lugar tão especial. No centro, a pequena área conhecida como Old Town preserva alguns prédios históricos, construídos com tijolos, e que dão ao local uma aparência de anos 30, idéia acentuada pela pintura na fachada de um prédio anunciando Pepsi Cola a 5 centavos, algo que só permanece na memória. Grants Pass está situada entre diversas áreas florestais, e tem fama de ser a capital estadual da canoagem de Oregon, um esporte muito popular por aqui.

 

Ao lado, uma vista do litoral estadual, banhado em grande extensão pelo Oceano Pacífico. Da divisa norte, com o estado de Washington, até a divisa sul, com a California, o estado tem cerca de quatrocentos quilômetros de litoral, onde áreas verdes, rochedos, areais, faróis antigos e pequenas cidades se alternam ao longo da costa. A melhor maneira de conhecer esta região é fazer a rota pela estrada 101, que acompanha a costa do estado de norte a sul. Ao longo do litoral, diversos trechos se destacam, graças aos belos cenários, e entre os mais visitados estão os parques Oregon Dunes National Recreation Area e Cape Meares.

 

Ao lado, imagem feita na região florestal de Klamath, situada à sudoeste do estado. O cenário nesta região é formado por muitos riachos, córregos e pinheiros, e nos lembrou um tipo de tapete vivo, de cores esverdeadas, subindo e descendo à nossa frente, como se não tivesse fim, sempre revelando diversas nuances, reflexos e surpresas a cada curva da estrada. Impossível percorrer esta região com pressa, e levávamos um bom tempo para percorrer cada pequeno trecho, porque a toda hora era inevitável parar um pouco para curtir a vista e fazer algumas fotos.

Klamath é um lugar onde quase não se vê ninguém, e somente povoados surgem de tempos em tempos, à beira da estrada. Esta é uma das maiores regiões de Oregon, e cobre desde as montanhas do oeste até as áreas desertas situadas à leste, fazendo desta região uma espécie de transição entre o litoral e o interior. Agricultura e extração de madeira são os pontos econômicos dominantes por aqui. Quem quiser passar mais tempo nesta área a procura de diversão vai encontrar atividades diversas, como pesca, caça, montanhismo e muitas trilhas para percorrer, com diferentes graus de dificuldade.

 

A agricultura domina grande parte do interior de Oregon. São grãos de todos os tipos, e também flores, peras, maçãs, cebolas, batatas, melões, milho, trigo, entre outros produtos. O interessante é que ao contrário de outros estados onde grandes empresas dominam o setor, no Oregon praticamente toda agricultura é plantada e colhida por famílias em propriedades relativamente pequenas. Quanto às indústrias, as principais do estado estão no setor de plásticos, biotecnologia e software. Mas para quem está de passeio por aqui o mais gostoso mesmo é parar nas vendas e mercadinhos a beira da estrada, onde fazendeiros vendem diretamente ao público legumes e frutas fresquinhos, recém colhidos, geralmente enormes e tão perfeitos e sem qualquer mancha ou machucado,  a tal ponto que nem parecem verdadeiros.

Como se poderia esperar também de uma região repleta de florestas, a industria madeireira tem uma imensa importância econômica no estado, e é comum encontrarmos pelas estradas dezenas de jamantas carregadas de grossas toras de madeira, a caminho de virar móveis, o que é sempre, de certa forma, uma imagem triste.

Ao lado, uma imagem de uma das maiores atrações de Oregon, o Crater Lake National Park, situado a sudoeste do estado, próximo a estrada 97. Este parque nacional é formado por uma imensa cratera vulcânica, agora transformada em lago. Estima-se que o vulcão que existiu um dia neste lugar tenha desabado, ou destruído a si mesmo numa grande erupção há cerca de oito mil anos. No local existe uma estrada que circunda todo lago, e em alguns pontos, mirantes fornecem uma vista incrível. O ponto mais elevado do contorno é Mount Scott, com mais de dois mil metros de altitude. Crater Lake tem profundidade de quinhentos e oitenta metros, o que torna este o lago mais profundo dos Estados Unidos.

 

Conta-se que o nome Oregon surgiu graças aos franceses, pois na época o rio Columbia chamava-se Ouragan, o que em francês significa Furacão. Ao que consta, o rio teria sido descoberto num dia de tempestade, e por isso ganhou este nome. Mais tarde, o nome seria dado também para toda a região. A capital de Oregon é Salem, com população de 140 mil habitantes. Esta imagem foi feita quando nos aproximávamos de Salem pela Highway 5, e atravessávamos uma floresta de pinheiros, algo muito freqüente na região leste do estado. Quase metade do Oregon é ocupado por florestas semelhantes a essa e atualmente, existe uma grande preocupação em evitar a derrubada indiscriminada de árvores, como no passado ocorreu em toda esta região.

 

O Segredo mais bem guardado do país. É assim que seus moradores se referem à cidade de Portland. Talvez porque poucas pessoas saibam como ela é agradável, como está bem situada para explorar o noroeste americano, e como dispõe de uma infra-estrutura excelente para turismo, em particular esportes de inverno.

Passamos dois dias visitando Portland, e ela foi o fecho de ouro para nossa visita ao estado. Em nossa memórias lembramos de Oregon como uma região fria, com natureza exuberante, um litoral privilegiado e com mil e um recantos onde a natureza permanece praticamente intocada, perfeita para um roteiro longe do estresse e da poluição.

 

 

A música desta página é 'Oregon, my Oregon'. Para interromper sua execução pressione a tecla ESC.  

Land of the Empire Builders, Land of the Golden West;
Conquered and held by free men, Fairest and the best.
On-ward and upward ever, Forward and on, and on;
Hail to thee, Land of the Heroes, My Oregon.

Land of the rose and sunshine, Land of the summer's breeze;
Laden with health and vigor, Fresh from the western seas.
Blest by the blood of martyrs, Land of the setting sun;
Hail to thee, Land of Promise, My Oregon

 

        
Verso e anverso da bandeira de Oregon

A bandeira de Oregon é uma das poucas no mundo que tem lados diferentes.
No verso ela exibe um brasão sobre fundo azul, onde uma água dourada está ladeada
por 33 estrelas (o número de estados em 1859, quando Oregon se tornou um estado).
No anverso existe a imagem de um Castor, o animal símbolo do estado.