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maior resolução. |
Muitos anos após a primeira
visita voltamos ao Texas, e logo ao chegar vimos que nada mais era o
mesmo. Com exceção, claro, do deserto e dos chapéus de caubói. Os
dois continuam por aqui e são vistos em quase todos os lugares.
Considerados pelos moradores da costa leste como
caipiras de chapéu e botas que só entendem de vacas, os texanos não
fazem caso da gozação e se vêem de forma bem diferente. Para eles o
Texas é o centro do país, o estado mais importante, mais rico, mais
bonito, e onde se preparam os melhores churrascos do país. Para
eles, em resumo, o Texas é os Estados Unidos, acrescido de
outros 49 estados sem expressão ao redor.
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As duas versões evidentemente
são falsas, mas demonstram de forma bem humorada a rivalidade
existente entre o Lonely Star State e os demais estados da
nação. E um dos indícios mais visível deste orgulho texano
são os monumentos como o mostrado na imagem acima, construído à beira da estrada
para demarcar o momento em que se entra em território texano. Na verdade
Texas sempre foi sinônimo de fartura e dinheiro, sendo que gado e petróleo
contribuíram muito para este sucesso.
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E nada mais era igual no Texas porque quando
estivemos aqui da primeira vez ainda não existia a profusão de
impecáveis estradas cortando a região em todas direções, como a
Interstate 35 da imagem ao lado. Outra coisa que nos chamou a
atenção foi que não se vêem mais as florestas de torres de petróleo
que margeavam as estradas, agora substituídas por mais discretas e
monótonas bombas de sucção, incessantemente sugando o ouro negro do subsolo.
Os sinais
da prosperidade texana podem ser vistos em todo lugar, nos carrões, residências,
estradas, cidades, e indústrias. O que permaneceu quase
inalterado foi a indumentária da gente daqui, e continuam fazendo
sucesso as botas de cano longo, chapéus de cowboy e a típica gravata Bolo Tie,
também conhecida com Gravata de Cowboy. |
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San Antonio foi a primeira
cidade que visitamos no Texas. À medida que nosso avião se
aproximava do San Antonio International Airport pior ficava o tempo
e precisamos dar várias voltas até o piloto achar uma brecha entre
as nuvens de tempestade e conseguir aterrissar, seguido pelo alívio
geral e palmas de todos os passageiros, marcando aquela nossa
chegada ao Texas.
No dia seguinte a chuva já
tinha passado e o céu azul convidava a gente a caminhar. De nosso
Travelodge situado na esquina da Broadway com 4th St. até o centro
era uma curta caminhada e tudo era novidade pelo caminho. Lojas,
estacionamentos, prédios comerciais, e como sempre nas cidades
americanas, pouca gente a pé.
Em San Antonio é até possível
esquecer que o Texas fica num deserto. A cidade é agradável,
arborizada, com bons parques, tem um riacho (San Antonio river)
cruzando o centro e todo o conjunto é harmônico a agradável.
Outra característica de San Antonio é que lá tudo gira em torno do
Alamo ( se você não conhece a história do Alamo leia o texto ao
lado da foto abaixo). Existe a Alamo Street, o estádio AlamoDome, e
ainda muitas loja Alamo, restaurantes Alamo etc etc.
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A imagem acima foi feita no Hemisfair Park, situado bem no centro da cidade, ao lado de um pombo
carregando o globo nas costas, representando a união entre as
nações. O monumento foi erguido em 1969, quando San Antonio sediou
uma exposição internacional que contou com a participação de 30
países. Ao fundo vê-se a
Tower of the Americas,
torre com altura equivalente a 75 andares, de cujo mirante de 30
graus tem-se uma vista excelente da Alamo City.
Veja o vídeo que fizemos mostrando
San Antonio vista do alto da Tower of the Americas.
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O histórico Alamo é o endereço mais famoso da
cidade, e tudo em volta surgiu graças a ele ou em conseqüência
dele. Perguntamos a um amigo americano que morava em San Antonio
porque o Alamo era tão famoso e sua resposta foi simples e
objetiva: Porque lá morreu todo mundo.
A batalha do Alamo foi um evento crucial do
conflito conhecido como Texas Revolution (1835). Na época esta
região pertencia ao México mas sua população era formada
majoritariamente por americanos que se intitulavam Texians e
que desejavam criar um estado autônomo. |

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Para sufocar as pretensões
separatistas dos Texians, tropas mexicanas cercaram os revoltosos, que
haviam se abrigado na missão Alamo (foto acima), situada próxima da
localidade de San Antonio de Bexar (origem da San Antonio atual) e
exigiram a rendição de todos. Vendo que não teriam como vencer e não
desejando se entregar, os mais de 200 Texians tomaram a decisão de lutar
até a morte.
Ao longo do tempo a missão Alamo
acabou deixando o lado religioso em segundo plano e passou a ser lembrada
mais como um campo de batalha quase sagrado, assumindo um importante papel
simbólico não só no Texas mas em todo o país. Hoje em dia o Alamo é o
destino turístico mais popular do Texas e sua história já foi
contada em inúmeros filmes e livros, com destaque para a produção The
Alamo, estrelada por John Wayne, em 1950. Também sempre associado à saga
do Alamo é o herói americano Davy Crockett.
Veja o vídeo que fizemos
visitando o Alamo
e Riverwalk.
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Menos famoso que o Alamo mas em compensação mais
agradável de percorrer e de memória mais light é
Riverwalk, como é conhecido o trecho que margeia o San Antonio
River ao longo do centro da cidade. Rodeado de restaurantes, bares,
lojinhas e ainda cascatas o Riverwalk é uma daquelas criações
turísticas de americanos
que deram certo e caem logo no gosto dos visitantes. Pode ser
percorrido a pé ou então a bordo de barcaças como as que aparecem na
foto ao lado. |
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Ao lado uma imagem de Austin (óstin,
pela pronúncia local), a capital estadual. Em primeiro plano uma
imagem de George Washington e ao fundo o marco arquitetônico mais
importante e conhecido da cidade, a torre central da University of
Texas (UT para os íntimos). Toda vez que a University of Texas ganha
um importante jogo de futebol esta torre de 27 andares é iluminada
de laranja, a cor oficial da UT.
O prédio inaugurado em 1937
era uma visita obrigatória de todos os turistas da cidade,
principalmente seu mirante, de onde se podia ver toda Austin. No
entanto, em 1966, num episódio que traumatizou o país, Charles
Whitman foi até lá com uma arma de longo alcance e começou a
disparar em todas as direções, matando 16 pessoas e ferindo outras
19. Após o incidente a plataforma de observação da torre permaneceu
fechada ao público por décadas, sendo reaberta à visitação somente
há pouco tempo.
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A cidade recebeu o nome como
homenagem à Stephen Austin, considerado
o Pai do Texas. Entre as atrações locais merecem destaque
o
Republic of Texas
Museum, que através de suas exibições resgata uma parte da história do estado.
Visite ainda Mount Bonnel, o
ponto mais elevado (240 metros) de Austin, de onde se pode apreciar
grande parte da cidade e por isso é um local freqüentemente
escolhido por moradores para piqueniques em dias de sol. E quem
gosta de cavernas não vai se decepcionar visitando
Inner Space Caverns, situada ao norte da cidade.
Outros pontos turísticos de Austin
são o museu
George
Washington Carver Museum, passeios de trem na Austin
Steam Train e ainda o
Texas Military Forces Museum, que preserva artefatos militares
de várias épocas.
Curiosidade carnavalesca: Você sabia
que um dos maiores bailes de carnaval brasileiro no exterior acontecem em
Austin? Há mais de trinta anos o
Samba
Party faz sucesso na capital texana.
Veja também o vídeo que
gravamos Visitando o Centro de Austin.
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Banhado pelo Golfo do México,
nem só de desertos vive o Texas. O estado também tem suas praias, se
bem que para quem vem de um país como o Brasil, as praias texanas
não possam ser consideradas exatamente deslumbrantes. Entre as
cidades praianas destacam-se Galveston, localizada a cerca de duas
horas de carro de Houston. Na verdade Galveston situa-se numa
estreita ilhota ligada ao continente por uma ponte. Sua praia tem 51
quilômetros de extensão e costuma ficar lotada no verão. Mas mesmo
que sua visita seja fora da temporada vale a pena visitar a mais
famosa atração local,
Moody Gardens, complexo com várias atrações, inclusive uma
floresta tropical situada dentro de uma pirâmide de vidro. A imagem
ao lado é da avenida litorânea da cidade, e mostra o tradicional
Flagship Hotel, construído sobre as águas.
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Galveston foi
praticamente destruída em 1900 por um furação, e por estar situada
numa região onde estes fenômenos são frequentes, foi obrigada a
aprender a conviver com o perigo. Outras informações sobre a
cidade no site
Galveston.
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Nem todos os texanos gostam de
admitir que sua terra é um deserto, e alegam que tecnicamente
somente a metade oeste do estado é muito árida e o sul do estado
teria até mesmo uma clima úmido. Pode até ser verdade, mas o fato é
que, qualquer pessoa que viaje pelas estradas do Texas vai ver pelas
janelas do carro, na maior parte do tempo, um terreno como o da
imagem ao lado, uma mistura de solo cinza com arbustos secos, cactos
e rochas. Em termos turísticos isto não é nenhum demérito,
já que o deserto também tem seus atrativos. Por isso mesmo, quem aprecia roteiros
alternativos, percorrer trilhas, montar a cavalo ou
praticar canoagem vai apreciar regiões como
Lake Amistad ou
Black Gap, situadas próximas a Rio Grande, o curso de água que
faz a fronteira entre Estados Unidos e México. |
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Ao lado outra imagem freqüente
por aqui: Bombas de petróleo. A história do petróleo no Texas
começou no início do século 20, quando pela primeira vez jorrou óleo
do poço Lucas1, situado na pequena localidade de Beaumont, sudeste
do estado. Nos anos seguintes sondas de petróleo surgiriam às
centenas, transformando por completo a vida das pessoas e a economia
local. Novas cidades nasceram, assim como grandes empresas que mais
tarde iriam se transformar em multinacionais, empregos foram criados
e os impostos sobre o óleo extraído iria beneficiar muito a economia
do Texas e modificar a vida de seus habitantes. Hoje em dia as
florestas de torres de prospecção de petróleo já foram desmontadas, pois já se sabe
onde está o petróleo. Em seu lugar estão agora bombas como esta,
funcionando 24 horas por dia.
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Antigo campo de petróleo no Texas
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Dallas é praticamente a cidade símbolo do Texas.
Se já era famosa antes, após a série de TV Dallas, contando as
aventuras de J.R. Ewing e suas armações na indústria de petróleo,
todo mundo que vai ao Texas quer conhecer Dallas.
Importante centro
econômico do Texas, a cidade forma, junto com a vizinha Forth Worth,
um pólo destacado no ramo das telecomunicações, informática, energia
e transportes. Entre as principais atrações destaca-se o
Sixth Floor Museum, dedicado à memória do presidente Kennedy,
assassinado em Dallas em 1963.
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Outras atrações de Dallas são
o
Dallas Museum of Art, e a sempre popular
State Fair of Texas, cujo ícone é Big Tex, o caubói gigante da
imagem acima, de gosto meio duvidoso. Big Tex tem 15 m de altura e
surgiu em 1952. Ele gesticula, fala, fornece informações sobre a
feira e tem a roupa de caubói trocada de tempos em tempos. A feira
vale ser visitada principalmente aos domingos, quando está mais
animada. Ao chegar lá não esqueça de conhecer o Dallas Aquarium,
o estádio Cotton Bow, andar nos brinquedos, curtir apresentações
de canto e dança e conhecer pratos típicos da comida texana.
Veja um vídeo que fizemos na
State Fair of Texas.
Se for apresentado a um texano e quiser
cumprimentá-lo de maneira informal, como faz o pessoal daqui, diga:
Howdy? A expressão é a abreviação texana para
How do Ye, que por sua vez deriva do conhecido How do you do?
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Uma das mais famosas e
reconhecidas especialidades americanas é saber como criar atrativos
onde originalmente não existe nada para se ver. Assim fez Fort
Stockton, cidadezinha perdida no meio do deserto, junto à Interstate
10, que criou um monumento responsável por atrair muita gente até
lá. O monumento foi batizado de
Paisano Pete, homenageando todos os roadrunner do deserto.
Com 6 metros de comprimento e 3 de altura, a placa da base informa
que este é o maior Roadrunner do mundo.
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O roadrunner (conhecido no
Brasil como papa-léguas), eternizado nos desenhos da tv por aquele pássaro
engraçado sempre fugindo do coiote, é uma ave nativa desta região, e
sua rapidez e esperteza tornaram-se simbólicas no Texas. Atravessando
o deserto vimos estas aves do tamanho de um frango correndo de um
lado para outro à beira da estrada, e elas são mesmo tão rápidas quanto
engraçadas.
Veja o vídeo que gravamos em
Fort
Stockton.
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Paramos nesta localidade numa tarde quente de domingo, quando percorríamos a
estrada em direção oeste. Neste dia o calor era tanto e a estrada
tão monótona que, correndo o risco de adormecer ao volante ou morrer
de tédio, concluímos que uma paradinha seria bem vinda. A próxima
saída da estrada indicava o acesso a uma localidade de nome
estranho, que lembrava algum produto químico: Ozona. Depois de dar
algumas voltas pela cidade completamente deserta naquele domingo
conseguimos achar uma pizzaria aberta e fomos até lá. No local havia
somente um rapaz de seus 17 anos, desempenhando as funções de caixa,
garçom, telefonista e entregador de pizza. |

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Depois de trazer nosso pedido (um copão de coca
cola, como sempre transbordando de gelo picado), ele tirou uma pizza
do forno, colocou numa caixa, e sem dizer
nada entrou em seu carro - estacionado em frente - e foi
pessoalmente entregá-la, nos deixando completamente sozinhos no
restaurante.
Cerca
de 10 minutos depois ele voltou, estacionou calmamente, entrou na
pizzaria e veio até nós perguntar se queríamos mais alguma coisa, ao que
agradecemos dizendo que a coca gelada já tinha nos refrescado o suficiente
para seguir a viagem. Ele não sabia, mas na verdade já tinha nos dado algo
mais: Uma ótima demonstração de como a vida em Ozona era tranqüila. Na
imagem acima o monumento construído em homenagem a Davy Crocket, situado
no centro de Ozona.
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Outra localidade que acabamos
visitamos ao acaso foi
Fredericksburg. Ao passar por aqui nos chamou a atenção a
arquitetura dos prédios, nitidamente diferente de tudo que já
tínhamos visto no Texas. Eram prédios comerciais e residenciais e
igrejas que pareciam lembrar o norte da Europa. Também em
muitos deles víamos faixas, flores, decorações diversas junto à
inscrições em alemão, dando a todo o conjunto um ar de alegre
comemoração.
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Foi somente depois de alguém
tempo percorrendo suas ruas que descobrimos que
Fredericksburg é uma colônia alemã, e teve o nome
escolhido em homenagem ao príncipe Friedrich Wilhelm Ludwig, da
Prússia. Valem a pena ser visitadas aqui a Vereins Kirche (igreja do
povo), John Peter Tatsch House e Kammlah House. Não deixe de
saborear também algumas gostosuras texo-alemãs (picles, lingüiças
diversas e os famosos dumplings (bolinhos com recheios diversos,
fritos ou assados).
Curiosidade gastronômica texana:
Come-se muito feijão no Texas, de todas as
formas (cozido, amassado, fervido) e de várias cores, principalmente
como acompanhamento de churrascos. Outra preferência local é
Frango Frito,
e restaurantes ao estilo Kentucky Fried Chicken existem às centenas por
aqui. Entre os vegetais, nenhum bate o Quiabo
em popularidade. E entre as bebidas, Ice Tea
é mais pedida como acompanhamento de qualquer refeição.
Um típico café da manhã texano
inclui sempre alguma combinação de muffins (bolinhos) com geléia ou mel.
Carne não pode faltar (de gado, costeleta de porco ou salsichas),
geralmente acompanhada por ovos (mexidos ou fritos) e batatas fritas. E
panquecas com syrup (calda adocicada) também são uma pedida certa.
Já no almoço a pedida mais freqüente
inclui frango frito, costeletas de porco, milho, tomates, quiabo, arroz
manteiga, ervilhas, couve-flor, acompanhadas de Hot Biscuits ou
Cornbread (deliciosos pãezinhos - peça os dois), muito gravy
(molho espesso), e de sobremesa sorvete com torta de nozes pecan.
Tão freqüente no Texas é a
influência da comida mexicana que ela ganhou até um nome específico:
Tex-Mex Food. Churrascos (Barbecue ou BBQ para os íntimos) também são
encontrados em todo lugar, mas não espere encontrar nada semelhante ou tão
saboroso como aqueles do Uruguai, Argentina ou mesmo do Brasil,
principalmente quanto aos acompanhamentos e molhos, os quais podem causar
uma certa estranheza para quem não acostumados aos costumes texanos.
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Houston é a quarta maior cidade americana, e está
no Texas como poderia estar situada igualmente em New York ou na
California. É um lugar grande, verticalizado, de trânsito intenso,
trevos rodoviários monumentais e que consegue logo passar a
impressão de ser completamente desumanizada. Visite
San Jacinto Battleground (onde ocorreu a batalha histórica que
deu ao Texas sua independência),
San Jacinto Museum,
Traders
Village (aos sábados e domingos, uma super feira onde se
encontra praticamente de tudo),
Natural History Museum,
Astrodome (complexo esportivo, ideal para assistir um jogo de
baseball),
Orange Show (espaço a céu aberto, com diversas atrações
criativas) e o
Hermann Park.
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Ao sul de Houston (42 km) ela
vale a pena passar uma tarde no Space Center Houston (veja descrição
mais abaixo). E para compras, Houston é dotada de excelente
shoppings e malls, como
Deerbrook Mall,
Memorial City Mall
Willowbrook Mall e o enorme
Houston Galleria.,
San Jacinto
foi o nome de uma batalha ocorrida em 1836, onde hoje situa-se o parque de
mesmo nome, em que as tropas do general americano Sam Houston derrotaram
as tropas mexicanas lideradas por Antonio López de Santa Anna. Após o
combate, Santa Ana (então presidente do México) foi capturado pelos
americanos e permaneceu prisioneiro por três semanas, ao fim das quais
aceitou assinar um tratado de paz e determinou que suas tropas
abandonassem em definitivo o território do Texas. Logo após seria
proclamada a independência da República do Texas,
nação que permaneceu independente de 1836 até 1846, quando se uniu aos
Estados Unidos.
Sam Houston, comandante das tropas
americanas na batalha de San Jacinto, foi posteriormente homenageado dando
seu nome à maior cidade do Texas. Ele foi ainda o primeiro presidente do
Texas e mais tarde senador americano.
Veja um vídeo que fizemos a
partir do prédio mais alto de Houston, o
Morgan Chase Tower.
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Contrastando com Houston está
a pequena Amarillo, bem ao norte do estado. No passado a cidade era conhecida como a Flor Amarela do
Texas, o que acabou servindo para lhe dar o nome atual (amarillo é
amarelo em espanhol). Situada na região conhecida como Great Plains,
o lugar é famoso como uma das áreas de menor índice populacional
do país e também
por ser a porta de entrada do
Palo Duro Canyon.
Amarillo é um lugar tranqüilo e espaçoso, bem no centro
de uma das regiões mais inóspitas do Texas, e
uma manhã é suficiente para se percorrer toda a cidade. Entre as
poucas atrações locais, vale visitar o
American Quarter Horse Heritage
Center & Museum, com exposições interativas, fotos e diversas
curiosidades sobre esta raça de cavalos típica do Texas. Outro
local popular na cidade é o
Don Harrington Discovery Center, conjunto de parque, aquário,
planetário e outras atrações.
Ao lado, um foto que fizemos
em frente ao Amarillo National Bank, um dos poucos prédios altos da
cidade.
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Na entrada este de Amarillo chamou nossa
atenção a imagem surreal de um imensa área cercada, onde estavam
estacionados diversos aviões comerciais,
inclusive gigantescos 747 e DC10s,
enfileirados lado a lado em silêncio, aposentados e sem voar, pois
as companhias aéreas não tinham mais interesse neles. Ao chegar
no hotel perguntamos a razão daquele cemitério de aviões
aparentemente perfeitos e o recepcionista nos informou que eles
estavam lá porque a umidade do ar é mínima , fazendo de Amarillo o
depósito ideal para que equipamentos sejam guardados ao ar livre sem
sofrer os efeitos da ferrugem.
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Durante o período da conquista
do oeste o Texas ficou famoso como uma terra de aventureiros, onde
a lei nem sempre era seguida à risca. Foi a própria indústria
cinematográfica de Hollywood que glamurizou este aspecto pouco
atraente da época, onde cidades construídas no meio de lugar algum
eram cortadas por ruas empoeiradas e freqüentadas habitualmente por
bandoleiros e xerifes, onde todo mundo andava a cavalo e a última
palavra geralmente era dada por quem sacava mais rápido sua arma.
É comum
encontrar, não só no Texas mas também em outros estados, reproduções de típicas cidades
daquela época, onde geralmente nos fins de semana são apresentados
shows, artistas realizam duelos na ruas, bandidos chegam a cavalo
para assaltar o banco etc. Foi numa destas localidades (que já
fechou) que fizemos a foto ao lado, ao estilo Jesse James e Calamity Jane,
que acabou se transformando numa das recordações mais divertidas de
nossa visita ao Texas.
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O tempo mudou, o Texas não é mais o
mesmo, mas a época da conquista continua sendo vista com um certo
romantismo até mesmo orgulho por muita gente, pois é associada ao
crescimento do país, à coragem, à não aceitação de limites e à eterna
procura pela expansão territorial e aumento de riquezas. É bem verdade
que estas conquistas levaram também ao massacre e extermínio de centenas
de milhares de indígenas (sempre apresentados nos filmes americanos como
sanguinários e violentos) e mexicanos (sempre traiçoeiros e perigosos),
enquanto os heróis da história eram sempre simpáticos, de bom caráter e
(surpresa) falavam inglês...
Curiosidade estadual: Seis bandeiras já
tremularam sobre o Texas, conforme passava o tempo e mudavam os donos da
região. Foram bandeiras da Espanha (1519 a 1685 e 1690 a 1821), França
(1685 a 1690), México (1821 a 1836), República do Texas (1836 a 1845),
Estados Unidos (a partir de 1845) e Estados Confederados do Sul (1861 a
1865, período da Guerra Civil Americana).
Como decorrência destas seis bandeiras a expressão
Six Flags acabou se tornando muito conhecida no Texas e até mesmo fora
dele e é muito utilizada em shoppings, lojas e parques temáticos. Ainda
hoje no brasão do Texas consta a expressão Six Flags.
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Houston, we don´t have a problem! |
Quarenta quilômetros ao sul de Houston vale a
pena passar um tarde no
Space Center Houston, onde a gente pode se
sentir meio astronauta. O local abriga diversas instalações da NASA,
de pesquisa e controle espacial, e também um centro turístico. Lá pode-se embarcar num passeio de trenzinho
e visitar diversos trechos das instalações do complexo, inclusive
centros de controle, galpões de montagem manutenção e
ver de perto alguns foguetes utilizados pela agencia
espacial no passando, inclusive o gigantesco Saturno que conduziu
as espaço os astronautas do projeto Apollo, primeiros homens a
chegar na lua, em 20 de julho de 1969, a bordo da Apollo 11. No Visitors Center é possível
ainda
assistir a uma infinidade de atrações interativas relacionadas à
conquista espacial, e claro, fazer uma foto com a roupa espacial usada
por astronautas.
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Curiosidade astronáutica: O projeto
Apollo tinha como objetivo levar homens à superfície da lua. O programa
foi lançado em 1961, durou doze anos e foi um sucesso, estabelecendo uma
série de conquistas e recordes nunca antes vistos. A missão Apollo 17
(1972) foi a derradeira, quando dois homens caminharam na superfície
da lua pela última vez. O momento mais dramático de todo projeto Apollo
ocorreu em 13 de abril de 1970, quando um dos módulos da Apollo 13 sofreu
uma explosão no espaço, fazendo a missão ser abortada e obrigando os
três astronautas a retornar à terra, com sua vida em risco. O
episódio virou um filme de sucesso, estrelado por Tom Hanks.
Entrou para a história também a
frase simples e dramática, enviada pelo astronauta John Swigert ao
controle espacial de Houston, após a explosão ocorrida no módulo de
serviço da Apollo 13: Houston, we have a problem (Houston, nós
temos um problema).
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Conhecido como Lonely Star State (estado da estrela solitária), porque em sua
bandeira há somente uma estrela, por quatro vezes estivemos no
Texas, e cada visita nos forneceu uma nova visão sobre esta região
do país. Encontramos descendentes indígenas sobrevivendo do
artesanato, cowboys vestidos a caráter, milionários do petróleo
entrando em suas limusines, e gordas senhoras enchendo carrinhos de
compras no Tom Thumb. Vimos majestosas sedes de multinacionais
do petróleo, milhares de quilômetros de impecáveis rodovias,
impressionantes trevos rodoviários e estradas perdidas no meio do
deserto. Gente de todo o tipo, mas em comum praticamente todos
tinham orgulho de ser do Texas. E alguns até mesmo diziam, com um
sorriso no rosto: Este é o centro do país, o estado mais importante,
rico e bonito e onde se preparam os melhores churrascos da America. |

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Veja informações específicas sobre as
duas maiores cidades do Texas nas páginas Dallas e
Houston.
Quer deixar uma mensagem no Viagens & Imagens? Utilize o
Guest Book 1
(nesta opção você terá uma resposta junto
à sua mensagem)
ou o
Guest Book
2 (para para quem não necessita resposta). As mensagens
estarão visíveis em pouco tempo.
Vai alugar um carro e pegar a estrada nos Estados
Unidos? Veja também a página
Dicas
USA
A música desta página é
Deep in the Heart
of Texas, tradicional canção Texana. Para interromper sua execução
clique em X (parar).
The stars at night,
Are big and bright,
Deep in the heart of Texas,
The prairie sky
Is wide and high,
Deep in the heart of Texas.
The sage in bloom
Is like perfume,
Deep in the heart of Texas,
Reminds me of,
The one I love,
Deep in the heart of Texas.
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| The coyotes wail,
Along the trail,
Deep in the heart of Texas,
The rabbits rush,
Aroung the brush,
Deep in the heart of Texas.
The cowboys cry,
"Ki-yip-pee-yi,"
Deep in the heart of Texas,
The dogies bawl,
And bawl and bawl,
Deep in the heart of Texas |

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